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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
De acordo com um relatório do Kaspersky Labs obtido pelo The New York Times, um esquema de "assalto digital" a bancos tem acontecido em pelo menos 30 países nos últimos meses. Estima-se que algo entre US$ 300 milhões e US$ 900 milhões (mais de R$ 2,5 bilhões) tenham sido roubados até agora, e o ataque ainda estaria operante. Esse seria o maior e mais sofisticado esquema de roubo a bancos da História.
“Esse é provavelmente o mais sofisticado ataque que o mundo já viu até hoje em termos de tática e método que os cibercriminosos têm usado para se manterem escondidos,” disse ao The New York Times Chris Dogget, o gerente do Kaspersky Labs nos EUA.
Aos poucos
De acordo com o laboratório, esse ataque histórico está acontecendo há algum tempo, e os criminosos parecem ser bem pacientes. Eles se infiltram em computadores de funcionários de bancos através de malwares e ficam monitorando por um tempo todas as atividades realizadas no computador para identificar padrões de transações e tudo mais.
Quando informações suficientes são reunidas, eles começam a agir no sistema dos bancos imitando as práticas dos funcionários para não levantar suspeitas. Até hoje, nenhuma quantia maior que US$ 10 milhões foi transferida para não levantar grandes suspeitas. Todo esse dinheiro acaba sendo pulverizado em várias contas de laranjas em diversos países pelo mundo. Em seguida, a grana é sacada em caixas eletrônicos.
O Kaspersky Labs ainda não pulicou ou relatório completo, mas estima que pelo menos 100 bancos tenham sido invadidos. A maioria está na Rússia, mas instituições financeiras nos EUA, Japão, Suíça e outras em nações também foram atacadas. Até o momento, não foram dadas informações sobre a ação desses hackers no Brasil.
FONTE(S)
IMAGENS
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Todo mundo sabe que redes WiFi públicas são completamente inseguras, mas pouca gente tem noção de quão ameaçador isso pode ser. Por esse motivo, o provedor de VPN HideMyAss fez esse experimento relatado no vídeo a seguir. Uma garota britânica de 7 anos foi convidada para participar e, em apenas 10 minutos e 54 segundos, ela conseguiu invadir um computador conectado a uma rede WiFi pública.
A menina se chama Betsy Davies e, segundo a reportagem, não conhecia absolutamente nada de programação ou tinha qualquer “experiência hacker”. Ela relatou que conseguiu invadir o computador escolhido e teve acesso a informações de email e do Twitter do usuário atingido.
Para tal, ela só teve uma instrução: pesquisar na web como realizar uma invasão em redes WiFi públicas. Ela fez uma busca no Google que retornou mais de 11 milhões de resultados. Desses, 14 mil eram vídeos do YouTube ensinando a realizar o procedimento.
Um especialista em segurança inspecionou o procedimento sem interferir no trabalho de Betsy para se certificar de que tudo estava sendo feito de maneira “ética” para a demonstração. O provedor de VPN ainda comentou sobre uma pesquisa realizada no Reino Unido que constatou que 59% dos internautas do país acessam redes desprotegidas regularmente.
Fonte(s)
Imagens
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Ataques hackers estão se tornando uma constante em nossos dias. Como se não bastasse a invasão aos servidores da Sony Pictures, ato que ainda rende frutos negativos para a companhia, também podemos mencionar a investida sofrida pelos serviços online do PlayStation e do Xbox que foram derrubados no natal passado.
Além disso, como se esquecer da invasão de contas do serviço de armazenamento na nuvem da Apple, o iCloud, que resultou no vazamento de inúmeras fotos íntimas de celebridades. Esses episódios mostram como os atacantes agem e geralmente revelam quais são os meios utilizados para conseguir o que querem. Mas nem sempre é assim...
Filmes, seriados e até jogos que exploram essa temática podem acabar exagerando um pouquinho na dose de ficção científica. Neste artigo, traremos algumas cenas que ilustram bem o que estamos falando e mostram como o universo hacker não funciona. Deixamos claro que sabemos que nem sempre as produções pretendem retratar a realidade. Mas se estivesse tentando, teriam falhado miseravelmente.
1. Watch Dogs e o controle total de uma cidade
Quando pensamos em jogos e hackers, não há como não se lembrar de Watch Dogs, game desenvolvido pela Ubisoft Montreal e lançado em maio de 2014. O título colocou os jogadores no controle de um habilidoso hacker e expert quando o assunto é a invasão de sistemas, sendo capaz de tomar conta de todo o sistema que controla a fictícia cidade de Chicago, o ctOS (sigla para “Central Operating System”).
O aspecto “impossível” do game, na verdade, não se dá tanto pelas habilidades de Aiden Pearce para explorar cada brecha do sistema. Apesar de ele conseguir explodir quase tudo à distância, usar todas as câmeras existentes, ligar/desligar todos os mecanismos de trânsito da cidade, ver informações pessoais em tempo real de qualquer pessoa e burlar qualquer tipo de mecanismo de proteção existente, tudo isso é “possível” com algum esforço dos envolvidos.
O que torna inviável praticar tudo o que acontece em Watch Dogs aqui na vida real é a inexistência de um sistema integrado que consiga explorar cada aspecto da cidade. Como explicamos em uma antiga matéria sobre a possibilidade de hacker uma cidade inteira, nem mesmo as centrais de distribuição de energia dependem exclusivamente de sistemas computadorizados. Portanto, não adianta sair por aí com seu smartphone tentando apagar os postes, acionar os semáforos e fazer sair dinheiro do caixa eletrônico.
2. Mulher Nota 1000 (título em português para Weird Science)
A sinopse do filme já é suficiente para alguns torcerem o nariz para a produção de 1985: “Gary Wallace e Wyatt Donnelly são dois adolescentes nada populares com o sexo oposto. Eles resolvem criar no computador de Wyatt a mulher que eles acreditam ser a ideal. Uma tempestade dá vida a ela, que é "batizada" como Lisa, que é sexy, bonita, determinada, desejada por todos, fiel aos seus criadores, mas com um modo de ser que deixa todos que cruzam o seu caminho desconcertados”.
É isso mesmo que você leu: dois nerds com muita testosterona e bastante “conhecimento hacker” foram capazes de, com a ajuda de uma tempestade, transformar uma boneca Barbie em uma bela mulher. Nem é preciso argumentar quais são as falhas de conceito aplicadas aqui, mas é bom lembrar que este é apenas um filme. O trailer a seguir foi produzido pelo canal TCMBrasil.
3. Hackeando no espaço com Independece Day
Apesar de a própria existência de alienígenas ser uma questão discutível, o que acontece em determinada parte do filme Independence Day, produção de 1996, levanta ainda mais dúvidas sobre a possibilidade de a ficção ser realidade (não que esse seja o objetivo do filme).
David Levinson, interpretado pelo ator Jeff Goldblum, havia conseguido prever o plano de ataque dos alienígenas à terra quando tentava restabelecer uma conexão com um satélite. Além disso, no final do filme, ele teve a ideia brilhante de infectar a nave mãe dos extraterrestres com um vírus que foi capaz de destruir totalmente o sistema de defesa do inimigo. Como Levinson conseguiu isso em seu Mac ainda permanece um mistério (não por causa do Mac, é lógico). A paródia a seguir foi produzida pelo canal RevolutionNGN.
4. Jurassic Park – “It's a UNIX system! I know this!”
A clássica cena de Jurrasic Park nos ensina que todas as moças jovens deveriam saber reconhecer o sistema UNIX e é ai que reside o seu erro. Mais uma vez, o “pecado” nesse filme não é a possibilidade de existir alguma coisa ou não (no caso, os dinossauros), mas sim a forma como o conceito de “hack” é apresentado.
O fsn, sigla para File System Navigator (Navegador do Sistema de Arquivos), é uma aplicação experimental para tentar enxergar o complexo sistema de arquivos do PC como se fosse uma construção 3D. Não precisou, mas será que alguém poderia explicar como a moça soube reconhecer o programa e ainda fechar a porta para que o velociraptor não devorasse a ela e toda a sua família?
5. Hackers e a cidade do sistema de arquivos
Novamente, parece que o problema foi tentar “animar” a forma como o sistema de arquivos funciona. Além da apresentação estereotipada de programadores (que não resulta em problema nenhum para o propósito do artigo), os ataques hackers envolviam a visualização de “cidades” 3D que nada tem a ver com a verdadeira prática.
É lógico que, naquela época (1995), todos esses conceitos eram relativamente novos, e muita gente não sabia ao certo como as coisas realmente funcionavam. Porém, se hoje alguém imagina que o ato de hackear é passear entre prédios 3D e vias por onde trafegam os dados, é tudo culpa de filmes como esse.
6. NCIS: duas cabeças pensam melhor do que uma
Aqui não há discussão sobre os conceitos hackers apresentados – apesar de haver falhas também. Porém, o que se discute é a ação providenciada pelos dois atores do seriado para combater a ameaça que está invadindo os computadores que eles estão usando.
Por mais que você nunca tenha usado um computador na sua vida e apenas tenha visto outros mexerem nessas máquinas, ainda assim é possível enxergar essa cena com certa incredulidade. O título do vídeo no YouTube ilustra bem o que queremos dizer: "2 IDIOTS 1 KEYBOARD" (2 idiotas 1 teclado). É realmente difícil pensar que alguém fosse ter essa brilhante ideia, mas tiveram.
O que vocês acharam da nossa lista? Acreditam que algumas dessas cenas poderiam realmente ser replicadas em nossa realidade? Ou concordam que elas são fruto da imaginação de seus respectivos criadores? Ainda poderíamos eleger muitos outros filmes (Swordfish, Matrix, Skyfall), seriados (CSI: NY, CSY: Las Vegas) e jogos, mas vamos deixar essa tarefa com vocês: conhece mais alguma cena que se enquadre na categoria de “hacks impossíveis na vida real”?
sábado, 17 de janeiro de 2015
Você já quis dar um jeito naquelas fotos suas que acabaram na web sem permissão? Já quis se infiltrar nas redes sociais e emails de sua namorada ou namorado? Coisas como essas podem ser conseguidas através do Hacker’s List, um site baseado na Nova Zelândia em que qualquer pessoa pode contratar um hacker para fazer “qualquer serviço”.
Naturalmente, o site não é feito apenas de pedidos inocentes como esses. Há coisas igualmente ilegais, porém bem mais perigosas, que estão sendo requisitadas. Tudo o que o hacker precisa fazer é aceitar o trabalho anunciado no site e concluí-lo para conseguir o dinheiro sem aparentes complicações.
Anonimato
O contato é feito sempre através da plataforma e de maneira anônima. Assim, não há riscos para nenhuma das partes. O jornal norte-americano The New York Times foi um dos primeiros a encontrar atividades ilegais no site. Havia ofertas de US$ 2 mil para realizar a invasão do site de uma imobiliária, US$ 500 para conseguir a senha do Facebook e do Gmail de um namorado e assim por diante.
Não pudemos confirmar essas ofertas porque o site estava muito instável no momento na da produção desta notícia. Até conseguimos carregar a página inicial em uma oportunidade, mas só isso. Dessa forma, não conseguimos confirmar as opções de pagamento. O que sabemos é que o site se posiciona contra atividades ilegais nos termos de uso, mas não faz nada para impedi-las de acontecer de verdade.
IMAGENS
A Coreia do Norte figura nas manchetes nacionais apenas em casos de tensão. Ou deboche. Dificilmente nossos veículos de comunicação repassam notícias positivas sobre o país. Não apenas no Brasil, essa prática ocorre no Ocidente. Que a justiça também seja feita: com um regime fechado, é difícil entender o que se passa nas terras de Kim Jong-un.
O último mês de 2014, que não está muito longe, foi marcado por uma tensão envolvendo Coreia (RPDC), Estados Unidos da América e a companhia japonesa Sony. O resumo: a Sony sofreu ataques cibernéticos e perdeu cerca de 200 milhões de dólares; os EUA acusaram a Coreia pelo ataque, pois a empresa japonesa lançaria um filme que feria a imagem do líder coreano; a Coreia negou o ataque, sofreu sanções norte-americanas e contra-atacou (diplomaticamente) a Casa Branca.
A questão sobre o assunto, sem desmerecer a grande perda da Sony, vai além destes milhões de dólares. Qual a razão da animosidade entre os dois países? Os norte-coreanos realmente odeiam os norte-americanos e o mundo? Nosso sentimento seria alimentado pelos barões da mídia ocidental e porque somos bombardeados apenas com notícias negativas sobre o país?
O Brasil possui um comércio bilateral com a Coreia do Norte que chegou a quase R$ 400 milhões em 2009. Atualmente, o valor não chega a R$ 50 milhões. A queda nos negócios aconteceu por causa das sanções aplicadas à RPDC. Isso demonstra que apesar da distância física dos países envolvidos, essas tensões diplomáticas ao longo dos anos afetam todas as nações parceiras.
Para entender algumas destas e de outras perguntas, o TecMundo conversou com Roberto Colin, o embaixador brasileiro em Pyongyang, na Coreia do Norte. Colin nos respondeu todas as perguntas sem qualquer medo de retaliação do governo e ainda comentou que existe uma possibilidade de o regime norte-coreano ser mais aberto ao mercado internacional.
Vida e tecnologia na RPDC
TecMundo — Como é a relação entre Brasil e Coreia do Norte?
Roberto Colin – O Brasil abriu sua embaixada em Pyongyang em 2009 com o objetivo de contribuir para a solução pacífica da questão coreana, além de oferecer novas oportunidades de atuação política, econômica e comercial na região.
TM – Poderia dar algum exemplo?
RC – No âmbito de um acordo de cooperação técnica, treinamos algunstécnicos em agricultura norte-coreanos na Embrapa. Eles também estão interessados em cooperar conosco na área do futebol e gostariam de mandar para o Brasil jovens talentosos para cursos de capacitação. Já nas áreas educacional, científica e tecnológica, a Pyongyang University of Science and Technology (única universidade privada no país) ministra aulas em inglês, é mantida por instituições de vários países e deseja receber professores brasileiros, além de mandar estagiários ao Brasil.
TM – Como os norte-coreanos se relacionam com o mundo? O povo sabe o que está acontecendo, desde informações políticas, desastres, eventos esportivos etc.?
RC – Os norte-coreanos somente recebem informações devidamente selecionadas pelo regime. Destaco, a propósito, que a mídia local somente divulga informações positivas sobre o Brasil. É crescente o volume de notícias sobre o esporte internacional. O esporte é cada vez mais o principal canal de contato entre a Coreia do Norte e o mundo exterior.
TM – Como é a relação "vida x tecnologia" na Coreia do Norte? Os norte-coreanos têm acesso aos aparelhos, como smartphones, tablets, notebooks e computadores?
RC – O cidadão comum norte-coreano tem pouco acesso a aparelhos como tablets, notebooks ou computadores, mas a situação está mudando rapidamente. No caso de smartphones e celulares, há pelo menos 3 milhões de usuários (o país possui cerca de 24 milhões de habitantes). A RPDC produz seus próprios celulares, smartphones e tablets, mas muitos componentes são importados.
RC – O cidadão comum não tem acesso à internet global. Há, no entanto, uma internet interna, a intranet, que não tem restrições. Em algumas universidades e centros de pesquisa há acesso limitado à internet, ou seja, apenas a sites científicos. Somente altas autoridades do Partido, Forças Armadas e Governo têm acesso mais amplo à internet global.
TM – Como funciona a rede de telefonia? É estatal, com apenas uma empresa?
RC – Todo o sistema de telefonia é estatal. Tanto no caso da telefonia fixa como no do celular, existem duas redes não interconectadas, uma para os norte-coreanos e outra para estrangeiros. Eu não posso, por exemplo, telefonar para os funcionários norte-coreanos da embaixada. A telefonia celular é administrada por uma joint venture norte-coreana/egípcia.
TM – E o estrangeiro? Como vive nesse meio e o que sente?
RC – No meu caso e no dos demais estrangeiros que vivem na Coreia do Norte, o acesso a internet, telefonia e televisão por satélite não tem nenhuma restrição.
TM – Existe uma restrição de liberdade "ferrenha" na Coreia do Norte ou não, o que lemos no Ocidente seria preconceito sobre o governo coreano?
RC – As duas afirmações são verdadeiras. A Coreia do Norte é – por circunstâncias históricas – uma nação muito restritiva e isolada. Ao mesmo tempo, há também muito preconceito e exagero nas informações sobre o país, resultado do isolamento e da opacidade do regime.
Tensão EUA e Hackers: “A Coreia não deve ser subestimada”
TM – Nas últimas semanas, se fala muito sobre os ataques hacker sofridos pela empresa japonesa Sony. A Casa Branca, nos EUA, afirmou que estes ataques teriam vindo da Coreia do Norte. A China alegou que não há provas. Como a Coreia do Norte se posiciona quanto a isso? É possível que o ataque tenha realmente saído do país — ou tenha sido financiado por ele?
RC – A Coreia do Norte nega qualquer participação nesse episódio, mas afirma que o “castigo” foi merecido pelo fato de o filme “ofender a honra da liderança suprema do país”. Seja como for, o desenvolvimento da Coreia do Norte na área cibernética, assim como na nuclear e militar, não pode ser subestimado.
TM – Segundo os noticiários, agora existe uma tensão diplomática maior entre EUA e Coreia do Norte. Ela é real? O povo norte-coreano também sente essa tensão ou ela se limita ao governo?
RC – A tensão é real, até porque, tecnicamente, a Guerra da Coreia nunca terminou, e a “paz provisória” se baseia em um armistício assinado em 1953. A Coreia do Norte tem insistido há anos na assinatura de um acordo de paz definitivo com os Estados Unidos, mas os norte-americanos condicionam qualquer negociação ao fim do programa nuclear norte-coreano, o que a RPDC considera inaceitável.
No entanto, o sentimento negativo em relação aos Estados Unidos é principalmente institucional, e não em relação ao povo norte-americano. A prova disso é o fluxo constante de turistas norte-americanos à Coreia do Norte.
TM – O povo norte-coreano sabe o que está acontecendo sobre este assunto?
RC – Os norte-coreanos sabem pouco sobre o assunto, sobre o filme, que é extremamente sensível por debochar da figura do líder supremo.
TM – Foi noticiado que a internet foi cortada na Coreia do Norte por cerca de 9 horas. Essa informação é verídica? O governo ou o povo acredita que foi uma retaliação norte-americana devido aos recentes assuntos?
RC – A informação é verdadeira. Os norte-coreanos acreditam que se trata de uma retaliação norte-americana.
TM – Como a imprensa norte-coreana está noticiando este assunto?
RC – A televisão e os jornais pouco falam sobre isso. Somente a agência noticiosa KCNA, destinada a leitores estrangeiros, tem se referido ao assunto.
TM – Por fim, você acredita que tensões como essa possam culminar em ataques mais enérgicos de ambos os lados?
RC – Não acredito. Ninguém sairia ganhando com isso.
Paz na Coreia e mundo
Durante a entrevista, o embaixador Roberto Colin tocou em um assunto não muito observado pela mídia ocidental. Segundo Colin, existem estratégias alternativas e mais eficazes que podem promover mudanças na Coreia do Norte e na sua integração à comunidade internacional.
O problema no momento é a “concentração exclusiva em aspectos político-militares” que acabou por excluir essas alternativas. “Focando apenas o regime, fica esvaziada a possibilidade de uma discussão mais ampla sobre as consequências sociais, econômicas e políticas do crescimento da economia de mercado na RPDC como fenômeno transformador”, comentou Colin.
Ao que parece, segundo as palavras do embaixador, a Coreia do Norte sofre com o preconceito e as sanções de outras nações, e isso acarreta um isolamento ainda maior do país.
“A comunidade internacional deveria estimular uma transição gradual e de longo prazo, encorajando forças dentro da Coreia do Norte e o próprio regime a promoverem mudanças que estimulem um processo de abertura econômica que, por sua vez, conduza ao caminho da moderação política e das reformas”, disse Colin, que ainda deu voto de esperança de que é possível mudar essa relação: “Em suma, pela via do engajamento e da integração à comunidade internacional, a Coreia do Norte poderá alterar suas prioridades políticas e suas atitudes”.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Algumas lembranças do Natal de 2014 ainda devem estar muito frescas na memória dos jogadores. Porém, o primeiro pensamento que vem à mente de alguns quando se lembram do último dia 25 de dezembro pode não ser nada bom. Isso porque, exatamente no dia do Natal, um grupo hacker derrubou a PlayStation Network e a Xbox Live com um ataque do tipo DDoS transformando as festas de muitas pessoas em um verdadeiro "inferno".
No entanto, Barack Obama tem uma boa notícia para os gamers e todos que, de alguma forma, já foram prejudicados por causa desse tipo de investida. A Casa Branca acaba de anunciar, através de um comunicado oficial, que está assumindo a briga contra aqueles que executam o DDoS e propôs novas medidas para combater os cibercriminosos.
Para os que não sabem (ou não se lembram), um ataque distribuído por negação de serviço é muito fácil de entender. Em palavras simples, podemos dizer que um DDoS acontece quando uma pessoa (ou um grupo) envia uma quantidade de tráfego gigantesca em uma rede na esperança de sobrecarregar e derrubar os servidores que ficam por trás dela.
Medidas da Casa Branca
Uma das medidas principais do acordo proposto por Barack Obama é aprimorar o compartilhamento de informações entre o setor privado e o governo, aumentando o “sentimento colaborativo” entre as ambas as partes. Um dos focos dessa atitude é incentivar que as empresas forneçam os dados de ataques sofridos por elas (como aquele que aconteceu com a PSN e a Live) para que ações direcionadas de proteção possam ser adotadas por órgãos governamentais específicos.
A modernização da lei que trata dos crimes cibernéticos é outra medida proposta pela Casa Branca. Os mecanismos do governo precisam ter as ferramentas apropriadas para investigar, desmantelar e processar os responsáveis pela ação ilícita.
A última medida trata de nós, consumidores, dentro dessa bagunça toda. Como as pessoas que usufruem dos serviços também podem sair prejudicadas (e geralmente saem) é natural que as autoridades e empresas também se preocupem com essa parte. A proposta de Barack Obama simplifica o procedimento de notificação dos usuários e empregados (que hoje é caótico) quando uma companhia identifica uma brecha de segurança.
A galera do video game aprova
Diante dessa medida favorável à segurança da internet e seus sistemas como um todo, a Entertainment Software Association – o grupo de lobby para empresas de video game – enviou um comunicado aprovando a iniciativa.
Através do presidente Michael Gallaguer, a entidade disse que “elogia a liderança do presidente Obama por causa dos esforços em oferecer as ferramentas necessárias para detectar e reprimir os crimes digitais. Os consumidores precisam ser protegidos da ilegalidade, de botnets maliciosos e ataques de negação de serviço”.
Ainda segundo Gallaguer, nós consumidores devemos desfrutar de uma internet dinâmica, inovadora e livre de atividades criminais. “A Entertainment Software Association vai trabalhar com a Casa Branca e os líderes do Congresso para ajustar as propostas e ajudar a aumentar as penas para aqueles que causam danos ao consumidor em grande escala”.
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Será que essa iniciativa da Casa Branca vai ajudar a evitar (ou ao menos diminuir) a ocorrência de ataques do tipo DDoS? Apesar de ser impossível saber por enquanto, é bastante confortante saber que o país mais poderoso do mundo arregaçou as mangas para combater os criminosos que tanto nos prejudicam.
FONTE(S)
IMAGENS
John McAffe é um homem de muitas polêmicas. Dono do nosso título de “milionário mais malucão da informática”, o fundador do famoso antivírus já apareceu na televisão para ensinar até mesmo a desinstalar o programa da companhia que ele deixou há 15 anos. Mas, dessa vez, ele foi um pouco mais ousado e usou suas habilidades de informática para invadir ao vivo o smartphone de um apresentador de televisão e mostrar como aconteceu o ataque hacker à Sony.
Convidado para o programa “Varney & Company” desta semana, o programador demonstrou ao jornalista Stuart Varney como acredita que aconteceu toda a situação com a empresa. Invadindo o sistema de caixa postal, ele efetuou uma ligação ao smartphone de Varney e conseguiu acesso a lista de contatos daquele aparelho. Com isto, ele executou uma segunda ligação que foi mascarada como sendo diretamente de uma fonte confiável, como a Fox News.
Estes momentos você confere no vídeo que abre a matéria, em inglês. Logo em seguida, McAffe explica que dessa forma os hackers podem ter se passado por agentes do FBI e pediram informações de vários usuários com a desculpa de “precauções governamentais”.
Toda esta declaração contraria a nota do diretor do FBI à imprensa, que comentou que foi um dos ataques mais complexos e sofisticados de todos os tempos e que rendeu R$ 200 milhões em prejuízo para a Sony. Independente de quem está certo, a lição que fica é simples: as invasões podem acontecer das formas mais inovadoras dentro de uma grande empresa, não é mesmo?
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